chokito ou postan?

 Sei que não há nada mais de novo a ser dito sobre TPM debaixo do sol. Mas ainda cometo atos nada originais de pura insanidade, choro o choro mais angustiado dos aflitos, penso de verdade que tudo vai acabar. Felizmente um pouco de maturidade adquiri com a experiência: eu sei que não vou morrer, e que o mundo não vai acabar. não morri até hoje, e já somo 22 anos desde a primeira menarca. 

Alias, acho esse nome horroroso. (pensando agora, talvez eu não goste de biologia por uma questão estética). Hoje o professor de natação, que odeia piscina, me contou que as meninas que têm sua primeira menarca mais tardia são as que mais crescem…imagina o que seria de mim se não tivesse me tornado “mocinha” aos 11…

Eu estudava na quinta série do Colégio Bandeirantes, e batia figurinha sentada na calçada com um menino ruivo que se dizia neto do Alfonsín; e quando descobri o que tinha me acontecido, fiquei arrasada. Uma porque não lembro de ter sido preparada para o evento. Minha mãe era mulher com tanta naturalidade que acabava esquecendo que para mim era tudo novidade. E das piores.

A primeira “visita” já veio acompanhada de cólicas. Eu era tão inexperiente que não entendi a dor que sentia. Era uma dor inédita, desconhecida, assustadora. E ainda tinha o “psicológico” pra lidar, já que não era um dos meus sonhos deixar de ser moleque para andar com enchimento no sutiã.

Enfim, hoje essa velha conhecida dor me assalta novamente, fico entre o Ponstan e o Chokito. E sempre escolho os dois, pois nunca conheci alguém que gostasse de sofrer.

Minto, tem um cara na Bíblia que fala que prefere o sofrimento, pois é quando Deus se mostra mais presente. De fato. Mas a cólica ele nunca experimentou…

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1 Comment

  1. Ruiva said,

    June 21, 2007 at 1:28 pm

    Só pq vc voltou fica aí me cornetando? Tome tenência, loraaaa!!

    eu tenho, pelo menos, umas 4 histórias para escrever. Veja os títulos e me ajude:
    - Charlie & Charlie (a história do meu amigo Carlos Eduardo que comprou um gato e colocou o nome de Charlie + paralelo com o meu outro amigo Carlos Eduardo, CEE, vc conhece);
    - Nobre colega (a história de um deputado viúvo e aponsentado que mora sozinho e foi “aparentemente” abandonado pelos filhos e recebe estranhos em sua casa para mostrar um tal pé de café, com pinceladas na possível candidatura de meu pai ao cargo de vereador);
    - Second Life (a história de pessoas que perdem dinheiro num jogo virtual + real que nunca em contraponto ao desamparo dos pequeninos)
    - Quando a gente ama, simplesmente ama (a história do amor quando o amor é dificultoso: como deve ser namorar um mala, uma pessoa doentinha, um cara que mora longe, etc.);

    Agora é com vc!
    beijos
    Ruiva


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